Governo Federal se Manifesta Contra Caso de Assédio no BBB 26
O Governo Federal se pronunciou nesta segunda-feira (19) sobre o caso de assédio ocorrido no último domingo (18) dentro do reality show Big Brother Brasil 26. Pedro Henrique, participante do programa, tentou beijar à força a colega Jordana na despensa. Após a intervenção de outro participante, Paulo Augusto, Pedro foi confrontado e, antes de ser eliminado, justificou sua ação alegando ter sido pego pelo desejo e acreditando ter recebido sinais recíprocos de Jordana.
Em suas redes sociais, o governo declarou: “O Brasil assistiu a mais um episódio de assédio contra uma mulher. Se acontece até em rede nacional, imagina longe das câmeras”. A declaração reflete a preocupação do executivo com a naturalização da violência de gênero no país.
Políticos Criticam e Cobram Ações da Rede Globo
Diversos políticos utilizaram suas plataformas para repudiar o ato de Pedro Henrique e discutir a necessidade de medidas mais efetivas contra o assédio e outras formas de discriminação. O deputado estadual Guilherme Cortez (SP) foi além, apontando que Pedro cometeu não apenas assédio, mas também racismo religioso. “Lamentável a passagem de Pedro pelo BBB. Racismo religioso, assédio. Triste ver essas cenas em um programa em rede nacional, porque certamente isso não é entretenimento. Mas que sirva de reflexão para os muitos que cotidianamente banalizam e reproduzem atitudes como essas”, escreveu o deputado.
Erika Hilton Questiona Critérios de Seleção da Rede Globo
A deputada federal Erika Hilton expressou sua preocupação com o histórico do programa em convidar participantes com perfis questionáveis. “Torço para que todos esses casos sejam infelizes acidentes. Mas, por enquanto, o histórico do programa é triste: em quase toda edição acabam convidando um assediador, e quase nunca convidam mulheres como a Ana Paula Renault. É, no mínimo, hora da Globo repensar seus processos. O assédio sexual afeta, sistematicamente, mais de 50% da população brasileira”, ressaltou Erika, questionando a emissora sobre seus critérios de seleção.
Paulo Pimenta e Fernanda Melchionna Enfatizam Gravidade do Crime
O deputado federal Paulo Pimenta classificou o episódio como revoltante, destacando que a situação não se trata de entretenimento, mas sim de um crime. Complementando a crítica, a deputada federal Fernanda Melchionna apontou a naturalização da violência contra a mulher como um fator que contribui para a falta de intimidação dos agressores. “O mais revoltante é que o assediador sequer se intimidou diante das câmeras da casa mais vigiada do Brasil. Isso demonstra a naturalização da violência contra as mulheres, que precisa ser enfrentada com firmeza”, declarou a deputada.
