Um refúgio contra o autoritarismo
Samira Sagr, participante do BBB 26, surpreendeu o público ao compartilhar detalhes de sua adolescência. Aos 13 anos, ela decidiu morar em um internato, o Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS), no Rio Grande do Sul, como uma forma de escapar da rigidez imposta pelo pai. Movida por um desejo de liberdade, Samira escreveu uma carta à instituição buscando uma bolsa de estudos, que foi viabilizada pela comovente iniciativa de um empresário. Ela permaneceu no local até atingir a idade adulta, quando decidiu cursar Direito.
Regras estritas e um estilo de vida diferente
A vida no IACS era marcada por uma série de normas rigorosas. Samira precisava seguir horários para as refeições e códigos de vestimenta específicos. A alimentação era ovolactovegetariana, o que significava a proibição do consumo de carne. Além disso, o internato vetava o uso de decotes, roupas curtas, biquínis e camisetas com estampas consideradas contrárias à filosofia da instituição. As regras se estendiam à aparência pessoal, proibindo a coloração de cabelos, o uso de piercings e tatuagens.
Um novo começo após o internato
A experiência no internato moldou Samira de diversas formas. O ambiente educacional oferecia não apenas matérias escolares, mas também atividades como canto, atuação, culinária, cuidados com animais em uma mini fazenda e práticas esportivas. Seu quarto era compartilhado com outras três colegas e decorado com ursos de pelúcia. Após deixar o IACS, Samira buscou uma transformação radical em seu visual, cortando os cabelos, adotando o uso de biquínis e tingindo os fios de loiro. Esse contraste com seu estilo durante o período de residente, quando usava cabelos compridos e castanhos e não possuía as peças de vestuário que hoje a definem, evidencia a jornada de autodescoberta da sister.
