MPSP analisa queixas contra participantes de reality
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou nesta quarta-feira (4) que está analisando uma denúncia formalizada pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ contra Jonas Sulzbach, participante de um reality show. A entidade alega que Jonas proferiu declarações homofóbicas contra outro participante, Juliano Floss, durante uma discussão ocorrida na madrugada de terça-feira (3).
Denúncia detalha falas preconceituosas
Agripino Magalhães Júnior, presidente da associação e deputado estadual suplente, foi o responsável por apresentar a queixa ao MPSP. Segundo Agripino, Jonas teria utilizado discursos que desqualificam e estigmatizam a orientação sexual de Juliano Floss. Em suas redes sociais, o deputado ressaltou que, em sua avaliação, a conduta de Jonas pode configurar crime de injúria racial, equiparado ao racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2019.
O que foi dito na discussão
A briga entre Jonas e Juliano ocorreu após uma dinâmica do programa. Durante a discussão, Jonas se referiu a Juliano como “loirinha” e questionou sua masculinidade ao insinuar o uso de hormônios femininos. “Você não tem e nunca vai ter testosterona. Você tem o quê? Progesterona? Qual o hormônio que você tem? Vai lá, progesterona”, disse Jonas. Juliano, por sua vez, rebateu criticando a falta de inteligência de Jonas.
Outro participante sob investigação
Não é a primeira vez que o MPSP analisa denúncias de homofobia relacionadas ao reality. Matheus, outro participante já eliminado, também foi alvo de uma queixa apresentada pela mesma associação. Matheus teria imitado de forma pejorativa um homem gay. Agripino Magalhães Júnior relembrou que a homofobia e a transfobia, equiparadas ao crime de injúria racial, preveem pena de 1 a 5 anos de prisão e multa, conforme o Código Penal Brasileiro.
