O impacto do Quarto Branco na mente dos confinados
A entrada tardia de Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus no Big Brother Brasil 26, após um período confinados no Quarto Branco, levanta questões sobre os efeitos psicológicos dessa experiência. Segundo a psicóloga Leticia de Oliveira, o ambiente do Quarto Branco funciona como um ‘estressor psicológico agudo’, intensificando a ansiedade devido à falta de estímulos sensoriais e visuais.
A privação sensorial, segundo a especialista, amplifica pensamentos e emoções. ‘Como não há nada para me estimular, começo a me autoestimular com os meus pensamentos e as minhas emoções; eu crio os próprios estímulos’, explica Leticia. Ao sair desse estado de privação e entrar na casa do BBB 26, qualquer nova interação se torna um ‘grande choque emocional’.
Quebra de identidade e riscos emocionais no jogo
Outro efeito apontado pela psicóloga é a ‘quebra abrupta do senso de identidade’. Na ausência de validação e troca com o ambiente externo, a pessoa perde referências sobre si mesma. Ao ingressarem no BBB 26, os participantes recém-chegados podem apresentar ‘desregulação emocional aguda’, com impulsividade, irritabilidade e choro intenso, pois as emoções vêm ‘sem filtro’.
A hipersensibilidade à avaliação social também se intensifica. ‘Na hora em que saio, fico muito mais sensível ao que pensam ou falam de mim’, afirma Leticia. Existe ainda o risco de ‘fusão emocional com o grupo’, onde o participante pode deixar de impor limites e expressar sua opinião para aliviar a angústia. A confusão entre o jogo e a realidade também pode se manifestar, com o participante agindo de forma excessivamente preocupada e reativa.
Cuidados essenciais para a readaptação pós-Quarto Branco
A psicóloga ressalta a importância de cuidados psicológicos, mesmo em um ambiente monitorado como o BBB 26. A ‘psicoeducação sobre o estado emocional’ é fundamental para que os participantes compreendam suas emoções e pensamentos, facilitando o controle da desregulação emocional. Um ‘tempo mínimo de readaptação emocional’ é necessário, oferecendo uma ‘proteção temporária contra decisões irreversíveis’, comparando o desgaste mental a uma ‘prova extrema’.
A validação emocional, através da conversa sobre sentimentos, auxilia na reorganização cognitiva. Leticia defende, ainda, um acompanhamento psicológico contínuo, tanto antes quanto após a experiência do Quarto Branco, para monitorar qualquer sinal de desregulação emocional.
